Glaucoma

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O que é Glaucoma?

De acordo com informações mais recentes da Organização Mundial de Saúde, o Glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo. Uma estimativa indica que haverá 60.5 milhões de pessoas com glaucomas de ângulo aberto e fechado com cegueira bilateral será de 11 milhões de pessoas em 2020.

A doença afeta o nervo óptico de maneira progressiva, levando a perda irreversível do campo visual. O Glaucoma é classificado de acordo com o estado do nervo óptico, o campo visual e a pressão intra-ocular (PIO), e pode ser considerado inicial, moderado ou avançado.

O Glaucoma é uma doença assintomática e grande parte dos casos chegam ao oftalmologista com um grau avançado da doença. Saiba mais sobre os tipos da doença:

Glaucoma de ângulo aberto: É o tipo crônico da doença e desenvolve-se lentamente, causando perda do campo visual. Tende a ser hereditário, embora a ciência não explique sua causa.

Glaucoma de ângulo fechado: Esse tipo da doença é um caso emergencial. Acontece quando o humor aquoso, líquido lubrificante dos olhos é interrompido abruptamente. Com isso a pressão intraocular aumenta provocando dor.

Glaucoma congênito: É um caso raro, quando a criança já nasce com esse problema ocular. Ao nascimento, deve-se tratar imediatamente.

Glaucoma segundário: Pode acontecer devido ao uso de corticóides ou outros medicamentos. Traumas oculares ou a presença de outras doenças nos olhos ou sistêmicas também podem ocasionar.

 

 

Causas

A Ciência ainda não consegue determinar exatamente as causas. Sabe-se que a pressão intraocular é a responsável pelo dano ao nervo óptico. Prova disso é um estudo que mostrou que com uma redução média de 35% da PIO em portadores de glaucoma inicial, não se observa progressão após cinco anos de seguimento.

A maior parte dos casos com estágio inicial e moderado consegue bom controle da PIO apenas com colírios, mas os casos mais avançados têm indicação de tratamento cirúrgico, pois a cirurgia consegue melhor controle da PIO e das suas variações durante o dia.

Sintomas

Como o glaucoma não apresenta sintomas, a perda visual costuma ser o primeiro sinal de alerta. Essa perda é irreversível, o que nos lembra da importância de fazer visitas regulares ao oftalmologista para diagnosticar problemas como esse precocemente.

Há grupos de pessoas devem redobrar a atenção, pois são mais predispostos:

  • Pessoas que utilizam ou já utilizaram corticoides por longos períodos;
  • Pessoas acima de 40 anos;
  • Afrodescendentes, especialmente após os 40 anos;
  • Que tenham outras pessoas com a doença na família;
  • Diabéticos e hipertensos;
  • Pessoas com hipertiroidismo;

Pessoas que se encaixam na lista acima devem redobrar a atenção e efetuar avaliações oftalmológicas com maior frequência.

glaucoma

Diagnóstico

São necessários alguns exames para diagnosticar o glaucoma. O médico precisa avaliar o fundo do olho através da pupila, que é dilatada. Também é feita a tonometria para aferir a pressão intraocular. Para confirmar o diagnóstico, é feita uma avaliação completa, que pode incluir:

  • Teste de Acuidade visual
  • Avaliação do nervo óptico, com imagens
  • Campimetria
  • Exame com lâmpada de fenda
  • Gonioscopia (uso de lentes especiais para verificar os canais de circulação do ângulo)
  • Resposta do reflexo da pupila

Tratamento

É importante considerar que, se não tratado, o Glaucoma pode levar à cegueira. Esse tratamento pode ser feito com colírios e medicamentos (em casos agudos), ou ainda com cirurgia ocular. Em todos os casos o objetivo é regular a pressão intraocular, para evitar mais danos à estrutura ocular.

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