Instituto de Oftalmologia de Assis | 30 de maio de 2017

Retinoblastoma

O que é?

É um tumor da retina, membrana sensível à luz que fica no fundo do olho. É o tumor ocular mais comum na infância e é hereditário em 10% dos casos. Atinge crianças de ambos os sexos e de todas as etnias. O retinoblastoma afeta um ou os dois olhos e é bastante agressivo, podendo ser fatal se invadir o cérebro. Algumas vezes, o tumor está associado a alterações em outras partes do organismo.

O tumor pode estar presente ao nascimento e geralmente acomete crianças de até dois anos e meio de idade. Por isso, é fundamental que pais e pediatras estejam atentos para qualquer sinal nos olhos da criança. Quando o tumor é descoberto logo, a visão e a vida da criança podem ser salvas.

A principal alteração que o retinoblastoma provoca é o brilho claro na pupila da criança (reflexo do “olho de gato”), mais visível à luz artificial. Outras alterações que podem ser notadas pelos familiares são a diminuição da visão e o estrabismo (vesguice).

Fotos com flash podem levar à suspeita da doença quando um ou ambos os olhos não apresentam o reflexo pupilar avermelhado. Porém, nem todos os casos de ausência do reflexo são causados pelo retinoblastoma: a catarata, o glaucoma e as infecções dentro dos olhos também podem levar a isto.

O teste do reflexo vermelho (também chamado “teste do olhinho”), realizado pelos pediatras nos primeiros dias de vida da criança, é um dos exames que podem detectar logo o tumor. No entanto, como o retinoblastoma pode aparecer mais tarde, os pais também têm papel importante caso percebam qualquer alteração.

O exame oftalmológico da criança, o ultrassom e a tomografia computadorizada do olho são sempre realizados na suspeita de retinoblastoma e ajudam no diagnóstico e tratamento do tumor.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o tamanho do tumor e presença de alterações em outros locais do organismo.

1. Os tumores pequenos são tratados com aplicação de raio laser (fotocoagulação).

2. Os tumores médios requerem quimioterapia (aplicação de drogas pela veia), radioterapia (aplicação de radiação próxima ao olho) e fotocoagulação.

3. Os tumores grandes necessitam de remoção do olho (enucleação) associada, em geral, à quimioterapia e à radioterapia.

Em caso de remoção do olho, há possibilidade de implante de prótese, mediante avaliação do oftalmologista. Estas próteses, cada vez mais sofisticadas, não restituem a visão do paciente, porém melhoram o aspecto estético.

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