Instituto de Oftalmologia de Assis | 16 de março de 2022

A importância do Transplante de Córnea

Tecido transparente fundamental para a visão, a córnea funciona como uma espécie de lente para a íris. A partir desse tecido, a luz consegue entrar e é focalizada. Além dessa função, a córnea também protege a visão de agentes externos.

Por ser um órgão tão importante para os olhos, quando ele apresenta alterações em alguns casos é necessário o transplante de córnea. Para isso, o procedimento cirúrgico acontece a partir da troca da córnea doente por outra sadia.

Mudanças na curvatura e transparência da córnea afetam a saúde da visão. Outras alterações ligadas a perda de sua integridade, como o tecido ficar desfocado e embaçado, por exemplo, trazem consequência que chegam até a perda completa da visão.

Isso porque, essas mudanças na córnea dificultam a passagem de luz pelo tecido. Com isso, ocorre o aparecimento de transtornos que podem afetar as atividades diárias do paciente.

 

Transplante de córnea: como funciona e a sua importância

Por ser um órgão tão importante para a visão, esse procedimento cirúrgico acontece a partir da doação da córnea por um indivíduo que já faleceu. O principal objetivo do procedimento é corrigir as alterações provocadas pelo tecido defeituoso.

Para isso, o transplante de córnea pode acontecer de duas formas diferentes: a espessura total ou a parcial. O primeiro procedimento acontece quando há diversas camadas da córnea comprometidas.

Dessa forma, para tratar o problema o transplante substitui todo o tecido. Já a substituição parcial da córnea ocorre quando apenas algumas camadas, seja anterior ou superior ao tecido, estão comprometidas. Ou seja, a troca acontece apenas em algumas partes.

De forma geral, no transplante de córnea não é necessário a hospitalização do paciente, sendo realizado no bloco cirúrgico. Para realizar o procedimento, o médico aplicará a anestesia local e sedação, sendo rara a escolha da anestesia geral para a cirurgia.

Em média, o procedimento de transplante de córnea dura cerca de 60 minutos. Ao aplicar a nova membrana, o tecido é costurado com um fio de náilon muito fino. O procedimento acontece a partir da tecnologia de microscópios.

 

Cuidados após o transplante

Os primeiros resultados do transplante demoram alguns meses, entretanto, o paciente pode observar uma melhora na visão após algumas semanas. Após a cirurgia, o paciente não apresenta dor.

Entretanto, em alguns casos pessoas que fizeram a cirurgia contam que tiveram uma sensação de areia nos olhos, além de sensibilidade à luz. Os cuidados pós-operatório incluem uso de colírios e comprimidos antibióticos e anti-inflamatórios.

Durante a cicatrização do local, a recomendação é que o paciente evite atividades com esforço físico e idas a espaços como piscinas. Também é importante não dormir virado para o lado oposto do olho operado.

Além disso, é fundamental manter a higiene dos olhos e ir a consultas periódicas ao oftalmologista. Dessa forma, o profissional conseguirá acompanhar seu caso, observando se será necessário o uso de óculos ou de algum outro procedimento.

 

Um sim que muda vidas: o transplante de órgãos no Brasil

De acordo com Ministério da Saúde, em 2019 foram realizados mais de 14 mil transplantes de córnea no país. Também de acordo com o ministério, cerca de 40 mil pessoas estão aguardando na lista de espera um órgão para ser transplantado.

Com a pandemia de corona vírus, foi registrada uma queda na doação de órgãos no país. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de doadores caiu 13% no primeiro semestre de 2021.

Ao mesmo tempo, a taxa de potenciais doadores no mesmo período aumentou em 13%.  A doação de órgãos no Brasil ainda gera muitas dúvidas e é um tema cercado de mitos. Vamos explicar os tipos de doadores e a importância dessa atitude. Em primeiro lugar, para ser um doador, é necessário que a pessoa manifeste esse desejo a seus familiares.

 

Como funciona a doação de órgãos?

Apenas a partir da autorização da família ou da própria pessoa, é possível que a doação dos órgãos aconteça. Vale lembrar, que existem dois tipos de doadores: o que está vivo e a pessoa que já faleceu.

A doação em pacientes vivos acontece quando o procedimento não prejudica a saúde do doador. Nesse caso, as pessoas podem doar partes de órgãos como a medula óssea, fígado e pulmão. Também pode acontecer a doação de um rim.

De acordo com a legislação brasileira, pessoas com parentesco de até quarto grau podem ser doadores vivos. Caso o doador não tenha parentesco, é necessário uma autorização judicial.

Já no caso da pessoa que já faleceu, essa doação acontece a partir do diagnóstico da morte. De forma geral, são pessoas que tiveram morte encefálica, vítimas de catástrofes cerebrais.

O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC, e o traumatismo craniano são exemplos de catástrofes cerebrais.  A partir dessa atitude altruísta, um ente querido que já faleceu pode ajudar diversas pessoas.

Uma única pessoa doadora pode oferecer tecidos e órgãos para outros indivíduos doentes. A partir do procedimento, é possível doar a outra pessoa o coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim, medula óssea, ossos e córneas.

Assim, a partir dessa atitude é possível proporcionar mais bem-estar e alegria para outras pessoas que aguardam um órgão. Faça parte dessa corrente do bem com a doação de órgãos, avise sua família!

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